Todos os dias no programa Se liga Bocão, exibido pela Tv Aratu/SBT apresentado pelo jornalista Zé Eduardo, vemos um jornalismo pautado pela falta de ética e pelo abuso de temas polêmicos, abordados de forma sensacionalista e discriminatória.Em seu programa o apresentador foge do jornalismo ético e fere gravemente regras estabelecidas pela Constituição e pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Se liga Bocão tem uma versão radiofônica, na Transamérica, e assim como no rádio, o programa de Tv, aborda principalmente, o noticiário policial da cidade e questões relacionadas as camadas mais carentes de Salvador.
Em diversas situações, comentários e até na seleção de sua equipe, Zé Eduardo, mostrou-se pouco preocupado e interessado em fazer do seu telejornal, informativo e ético.
O principal repórter do programa, conhecido como Zé Bim, mostra a prisão de supostos criminosos até o momento em que estes entram nas celas. Tudo isso é uma arbitrariedade ao código de ética do jornalismo, que preza a integridade e privacidade da imagem do cidadão. Foge também do que é estabelecido pelos Direitos Humanos, que garantem a inocência de qualquer pessoa, até que está tenha a culpa comprovada em juízo.
Em outras ocasiões Zé Eduardo age com discriminação quando suas matérias tratam de gays, travestis e até mulheres. Mostrando mais uma vez um jornalismo preocupado com os índices de audiência, com sensacionalismo e com seus anunciantes, agindo contra um dos principais deveres do jornalista, que segundo o código de ética: não deve concordar com a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais, políticos, religiosos, raciais, de sexo e de orientação sexual.
Como se não bastassem tais erros dentro de um telejornal que surpreendentemente só vem crescendo em audiência no horário, Se liga Bocão ainda adota não jornalistas, como o lutador Reginaldo Holyfield, para fazer enquetes de rua com temas chulos e ofensivos. Ridicularizando uma das principais técnicas usadas no telejornalismo.
Com todos esses exemplos fica claro o descomprometimento de alguns profissionais com o bom exercício da profissão de jornalistas, reflexo de um cenário nacional, onde interesses comerciais se sobrepõe á ética e aos direitos do cidadão.
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